quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O que sou?


Sou o que não sei definir,

Aquilo que mais me instiga e fascina,

O meu mais profundo estado letal,

A minha menos prodigiosa ilusão.

Sou o que eu ainda não fui,
A menina-dos-olhos,
A pupila dilatada,
A estrela encantada.

Sou o que eu ainda serei,

A vergonha escancarada,

A mulher despreocupada,

A inocente castigada.

Sou o que sou...

Não o que pensam que sou, nem tampouco o que fui.

Sou o acontecer contínuo...

Sou o percurso a caminhar entre nuvens,
feitas de gotículas de vida e partículas de átomos.

17 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

mto bom o texto ... parabens!

http://www.technews.vai.la/

Leo Pinheiro disse...

'Já não sou mais aquilo que eu era, mas hoje sou aquilo que me tornei' (Coco Chanel)

BirdBardo Blogger disse...

Sou o q sou e ninguém vai me mudar! Poderia ser incluso.Realmente belas palavras que exaltam a personalidade de uma mulher firme!

Ellen Regina - facetasdemim disse...

lembrou o "devir" dos pré-socráticos [e acho q ambos têm um pouco de razão].

grupo gauche disse...

sublime! gosto dos poemas deste blog!
e gostei da imagem que vc usou pra ilustrar. abs

Lucas disse...

É difícil se definir. Não somos alguma coisa. Somos um história. Somos uma história até o livro terminar. Aí sim, podemos nos definir.




http://quartodealuguel.blogspot.com/

Anônimo disse...

Você quem escreveu?

Cara, muito legal, amei rs, muito profundo rsrs
sérinho, sei lá, o que eu senti quando li foi supercalifragilisticoespialidose rs, não sei descrever, mas está maneiro, tenho nem palavras pra falar o quão legal ficou!!!

beeeijos
sorte pra tii

Mariá Romano disse...

liindo lindoo

Vinícius de R. Rodovalho disse...

O início me lembrou Fernando Pessoa (ou algum dos heterônimos, sei lá) e o fim me lembrou, meio que de longe, Augusto dos Anjos. :)

Enfim, uma temática um tanto quanto difícil. Definições já o são, imagine auto-definições! Ainda que superficial, mais se aproximando de uma metalinguagem acerca das definições, me pareceu muito criativo! Ainda mais pelo cientificismo do fim, que me lembrou Augusto.

Enfim. Todos nós fomos e seremos. De que modo, isso varia.

Até!

Franciscasantana disse...

Na vida de todos nós há essa confusão interior, no entanto só os grandes escritores, poetas,filósofos é que conseguem exteorizar esse conflito. Está bem evidente que ambos tem um nível cultural elevadíssimo, também está claro que não se conhecem,como pôde acontecer esse encontro ainda que virtual? É belo demais...algo realmente divino o sentimento que une os dois.Continuem postando textos, mas dêem uma ajudazinha no fio invisível que procura uní-los.
Sucesso e paz a ambos.

Ferrão PE... disse...

O sentido da vida É o verbo...amigo..

Por: J. C. David

八神 ヴァル disse...

Uma identidade não definível.
É o que todos nós somos sem nos darmos conta.

edmilson disse...

Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos, nem a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste.
Que a pessoa que eu amo seja para sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo, não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com rancor,
apenas respeitadas, como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos.
Porque metade de mim é o que digo, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de me ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita, no meu rosto, um doce sorriso que eu tenha dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade eu não sei.
Que seja preciso mais que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o silêncio dos outros me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a poesia nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção
…E que a minha loucura seja perdoada,
Porque metade de mim é
AMOR
e a outra... também.

EMS disse...

Se existe alguma coisa que me atrai mais que a arte da escrita, é a arte da fotografia... Tens feito excelentes escolhas para seus post’s, são lindíssimas... A imagem feminina sempre dando um toque de ousadia e sensualidade no exposto!
A temática da poesia é outro ponto que instiga e fascina, afinal quantos não dariam tudo que têm para saber quem mesmo é!?
Adorei seu blog, viu!?
Prometo ser um prazer voltar mais vezes por aqui!
Beijos!

Evanuel

Kayo disse...

É uma reflexão temporal de modo psicológico, analisando em três periodos da vida: passado, presente e futuro.

Parabéns aos autores!

ronilsonbatista disse...

Eu adoei, agora eu preciso entender mais. kkk

show d bola!