segunda-feira, 22 de junho de 2009

Paixão

segunda-feira, junho 22, 2009 19 Comments

Eu me apaixonei...

Eu me apaixonei pelo ato de se apaixonar.

Me apaixonei pelas sensações que a paixão me transmite.


Pelo aperto no peito ao encontrar o ser amado

Pelo abraço carinhoso dado com sinceridade

Pela palavra amiga e verdadeira sendo pronunciada

Pela acolhida real de um ser desconhecido

Pelo sorriso afável de uma criança

Pela ilusão de meus sonhos

Pelo seu olhar fumegante

Pela chuva serena ao cair da tarde


Eu me apaixonei...

Eu me apaixonei pelo ato de se apaixonar.

Me apaixonei pelas sensações que a paixão me lança.


Pelo som calmo de uma música

Pelo toque suave de suas mãos

Pelo gosto do sabor da comida

Pelo novo descoberto através do velho

Pela luz que ilumina a escuridão

Pela relva verde de uma plantação

Pelas ondas calmas

Pela cálida fala


Eu me apaixonei...

Eu me apaixonei pelo ato de se apaixonar.

Me apaixonei pelas sensações que a paixão me evoca.


Pelas coisas simples da vida

Pelo bem-estar que contagia

Pela capacidade artística e criadora

Pelo dom da vida

Pelo amor de mãe

Pelo desejo de ser feliz

Pelo ato de humildade

Pelos cinco sentidos


Eu,

Eu me apaixonei...

Eu me apaixonei pelo ato de me apaixonar!



*Astréia*

terça-feira, 9 de junho de 2009

Passos

terça-feira, junho 09, 2009 12 Comments


Aquilo que é considerado superado hoje

Amanhã será afirmado como verdade luminosa

E assim, seguirá a humanidade

Entre Não e Sim bem sonoros

Mal sabendo que a cada passo dado

É mais verdadeiro o Talvez e o Quem sabe?


#Narciso#

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O dia em que sorri para morte

segunda-feira, junho 01, 2009 24 Comments

Esta história aconteceu devido ao meu vício, um tanto quanto recomendado, mas com as devidas precauções de devanear, de divagar ou de ir além da imaginação. Pensei conhecer muitos canais. Os meios de comunicação estão fervilhando deles. Tem canal para todos os gostos. Tem canal famoso. Tem o menos famoso, mas conhecido. O não conhecido por alguns, e, quem sabe, o totalmente desconhecido.


Existe também aquele canal que nos une. Esse é bem conhecido, serve para ligar relações harmoniosas, para passar informações. O Canal de Freqüência, atribuído ao input (entrada) e ao output (saída). Sem contar o canal que liga rios, lagos e açudes. O Canal deferente, bem familiar para anatomia masculina, que é anatomicamente cada um dos dois ductos excretores testiculares. Tem tipograficamente o canal referente à goteira da planta, de casa, do livro...

Entretanto, submeti-me a um Canal pulpar por ironia do destino. Morri de medo quando soube do que precisava. Afinal de contas, o Aparelho de Raio X Paronâmico ficou sabendo, informou ao dentista que fez o laudo para o outro ao qual fui encaminhada, e, que, por fim, contou-me. Ou seja, fui a última a saber. Quer dizer, para não ser injusta com o dito-cujo (o dente), ele me avisou tempos atrás com uma dorzinha superficial, dormente, não tão forte a ponto de procurar o dentista e cessando rapidinho.


Pois bem, tudo teve início quando procurei um ortodontista, o qual exigiu que eu fizesse uma bateria de exames de Raios X , e, dentre eles, eis o Raio X panorâmico que detectou uma mancha escura na raiz do dente. Entretanto, como já frisei, só soube do canal através de outro dentista o qual fui encaminhada para as extrações necessárias antes do tratamento ortodôntico. Sabia apenas das extrações dos sisos, porém não do canal.


Tremi nas bases e saí correndo para obter informações de quem já havia se submetido ao tratamento. Perguntei a uma amiga e busquei informações na internet. A amiga disse que doía muito, “prepare-se para sofrer”. Na internet, as opiniões eram bem divergentes: “dói”, “não dói”, “fiz quatro e não dói sob o efeito da anestesia”, etc. Porém, apesar do terror não tão horrível da cadeira do dentista, tinha convicção de que ia doer. De antemão, sentia o gosto de sangue na boca e a dor batendo à minha porta (boca)...E qual a minha surpresa? Não doeu patavina. Não foi utilizado nenhum tipo de anestésico. Primeiro, porque não gosto e, segundo, porque não foi preciso. Tá bom, confesso que a frase fica melhor invertida.


Acreditem se quiser. Não senti nada! E tudo porque a raiz de meu dente já estava morta. Nunca pensei que fosse sorrir tanto para a morte.