domingo, 28 de fevereiro de 2010

Poema para dizer adeus

domingo, fevereiro 28, 2010 9 Comments

Você me conhece pelo sobrenome
Você não sabe o meu nome
Talvez você me ame pelo o que faço
Não pelo o que sou
Isso è ruim, não?!

Estamos juntos a quanto tempo?
Um mês, um ano ou dois?
Talvez o meio termo
E estranhamente somos tão distantes
Como um casal que completou
Com frieza as bodas de ouro.
...

Você ama meus bolinhos de chuva
Eu amo a chuva
E nós não nos amamos quando chove
Isso dói.
Então meu bem vale a pena continuar?
Não seria melhor seguirmos outros rumos
Outros sonhos
Outros corpos?
...
Não quero ser sua terapia
Um divã frio e impessoal
Sou mais que isso, muito mais
Quero ser sua neurose, sua psicose, sua paixão desmedida
E você não sabe
Você não me ama pelo o que sou.
Acho melhor pararmos meu bem
Darmos um tempo
Darmos a vida como tempo
Por um certo tempo foi bom
Mas depois a coisa desandou, você sabe
E eu não quero adiar tanto
Não quero odiar ou ser odiado pelo resto da vida
Tenha certeza de uma coisa
Por um tempo te amei
Por um tempo te desejei
Por um tempo percebi a mudança do seu visual
Eu sei, meu bem
Escrevi demais
Mas você deveria saber como sou nestes momentos
Enrolo, giro e regiro
Mas no final, com a dor no peito, eu sempre digo, como agora
ADEUS!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mar

segunda-feira, fevereiro 22, 2010 15 Comments


A maresia tomou conta do meu mar morto.

Sinta a brisa que embala o oceano dos meus dias,

Mergulhado no maremoto da euforia.


Qual a cor do mar?

Verde?

Azul?

A cor do mar condiz com minha escolha.

Eu a escolho...

Essa cor pertence ao olhar expressivo de minha visão.

Olho o mar e o mar me olha.

Nos olhamos infindavelmente.

Perco-me na infinitude do oceano à possibilidade de me encontrar.


A maresia tomou conta do meu mar morto.

Sinta o abrolho, o tufão,

O mirrado furacão.


As ondas do meu mar vão de encontro ao seu.

Além da linha do horizonte existe vida.

Vida bicolor,

Vida multicor...


Mar dos meus dias.

Dias de meu mar.

Quebra na areia os sonhos de outrora.

Faz-me renascer das cinzas da melancolia,

Por meio das ondas desse mar sereno, e, por vezes, agitado.



Astréia

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Diálogo para dizer adeus

quinta-feira, fevereiro 11, 2010 19 Comments
- Adeus! Eu vou te deixar.
- Como assim "adeus, eu vou te deixar"?
- É simples...
- Onde está a simplicidade?
- Eu acho que é melhor para nós dois. Melhor para você .
- Não diga isso! Eu não sei viver sem você!
- Não precisa exagerar.
- Mas eu não estou exagerando.Você é tudo para mim. O que vou fazer sem você?
- Viver.
- Como assim?
- Você precisa de mim...
- Sim. Eu preciso de você. Eu te amo porque preciso de você. Fica!
- Ouvir isso me entristece. Qual o motivo para ficar?
- O meu amor! O meu desejo! Eu!
- São só palavras.
- Você me magoa falando assim.
- É inevitável. Dói muito, mas eu vou embora.
- Não! Por favor! Não...-choro-
- Sim! É sim! Está vendo aquela porta?
- Tô...-lágrimas-
- Eu sairei por ela e depois que sair talvez você chorará, gritará, mas com o tempo... com o tempo você perceberá que pode viver sem mim.
- Não! Não faça isso comigo!-segura uma das mãos-
- Me solte. Já disse que vou partir. Aceite minha decisão!
- Eu não consigo-soltando e chorando-
- Conseguirá -porta aberta-
-choro-
- Adeus -porta se fechando-
- Espera...-choro- Por que você está me deixando?
-sorriso nos lábios, lágrima na garganta: - Porque eu te amo.
-porta fechada-

#Narciso#