segunda-feira, 19 de julho de 2010

O retorno de Astréia

segunda-feira, julho 19, 2010 4 Comments


Aquela que triste se foi logo voltará
Subitamente encherá de inaudita alegria esta
Terra de corrupção, de rancores tolos
Reorienterá o coração da humanidade com sua luz
E com simplicidade nos incitará a voar rumo ao
Infinito, onde ouviremos, em meio ao êxtase ozônico palavras doces…
Amor, ternura, paz, justiça, Amor…




Inspiração


terça-feira, 13 de julho de 2010

Narciso

terça-feira, julho 13, 2010 4 Comments



O narciso que vive em mim,

vive a vomitar os meus segredos.

Penso, ele me possui

Sou sua alma irmã

Seu sono mais profundo

Sua carne viva



O narciso que vive em mim,

vive em você também.

Penso, ele me digere

Sou sua ferida podre

Seu escarro gotejante

Sua boca mordida



O narciso que vive em mim,

ah...vive a me enfurecer.

Penso, ele é meu.

Sou sua dona

Seu redemoinho em fúria

Sua emoção sentida



O narciso que vive em mim,

vive só.

Penso, ele é meu eu

Sou sua solidão

Seu sofrimento bravio

Sua mais íntima visão



O narciso que vive em mim,

vive vivendo.

Penso, ele é sem noção

Sou sua dopamina

Seu adágio impróprio

Sua panacéia viril



O narciso que vive em mim,

vive a me sufocar.

Penso, ele é risco

Sou sua devassidão

Seu lado obscuro

Sua necessidade mórbida



O narciso que vive em mim,

já se foi.

Penso, ele não existe

Sou sua ilusão

Seu pensamento vagante

Sua real imaginação

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Poeta

sexta-feira, julho 02, 2010 14 Comments


Poeta não tem sexo, cor, idade

Não tem sexual opção

É casto, mas também puta

É santa, mas também pagão.

Vive de contemplar emoção.

Não é louco, mas luta com moinhos

É uma, mas também um milhão


Vai ao inferno, purgatório, paraíso

Guiado pela beata luz

É anjo torto e de exuberante claridão.

Poeta se faz e desfaz a cada instante


Nas mãos da amada de Ítaca

Esperando o retorno do Amor

Às vezes rima coração com paixão

Mas às vezes não rima

E grita

E grita

Ao amor que nunca teve.

Poeta às vezes é destino

Outras vezes condenação

Mas nunca profissão


É presente, é dádiva

simplicidadade e ostentação

Tantas vezes é anônima

Unicamente heterônimo

E às vezes gloriosa exaltação

É tristeza de mar


Ruído de grilo

É a qibla da oração.

É humana divinização


E o contrário também

É tudo isso e imensidão

E palavra não dita

E poema não feito

Indefinição.