2 anos



Mês de aniversário do blog! Não poderíamos deixar de registrar este momento e ressaltar o quanto adoramos nosso espaço reservado à arte da poesia. Externamos todo o nosso carinho e amor por esse “bebê” que a passos lentos vem crescendo em seguidores e acessos. Manifestamos nosso agradecimento a todos que nesses 2 anos passaram por aqui, e que de alguma forma sentiram a necessidade de observar, comentar ou mesmo fincar território literário conosco. Àqueles cujos ventos levaram e trouxeram ao aroma e sabor das PALAVRAS e DEVANEIOS


OBRIGADO!

Esperando


Não vou chorar a perda
Isso deixo para os fracos e inconstantes
Aceitarei o fardo, a culpa
De não ter valorizado o encontro
E não só
Se encontrei graça diante daquele olhar uma vez
Poderei novamente encantá-lo
Por isso vou me vestir com a luz da aurora
Meus olhos refletirão o fulgor das estrelas
Vou dançar em êxtase na noite tenebrosa
Manifestarei como nunca a beleza
Que gravita em meus átomos frios
Este será o meu grito de desesperada falta
A notícia que mandarei os ventos publicarem

Volta!

Não quero que pese em meu coração
Somente a culpa da partida do Amado
Mas desejo com ardor a outra culpa
Maravilhosa culpa
A do seu perfumado retorno
E Ele há de voltar
Eu sei
Eu sinto
Marana tha!

Desejo



O meu desejo flui como flui o meu mais ímpeto animal contido
Contenho-me
Hesito-me permitir a sentir o teu olfato
Preemente!
Fogoso!
Picante!
Como em um tempero ao banquete das orgias.
Como...
Quando...
Nada
Como alguém que grita em gemidos mudos
Todo o gozo dos sentidos frívolos
Eu gritarei e emudecerei sozinha
Todo fluxo do desejo cálido

Este poema é para você

Este poema é para você.
Você que ama sem saber por que,
que, às vezes, chora nos tempos nublados,
que se encanta com o arco-íris depois da chuva.

Este poema é para você.
Que sente que existe luz no fim do túnel,
que ainda tem sonhos infantis
que ri de si mesmo diante do espelho frio.

Este poema é somente para você.
Que se cala e reflete,
que grita e se arrepende,
que sofreu de amor,
que ainda acredita na humanidade,
que inocentemente sabe que melhores dias virão
Este poema é para você*.

* as ordens dos fatores não alteram o produto poético,

por isso se o leitor quiser ler de baixo para cima também pode.