
Retornarei à terra do nascimento.
Voltarei ao castelo onde fui gerado.
Reverei os pisos azulados,
as paredes humildes, mas altaneiras.
Visitarei os bosques floridos,
as relvas esverdeadas daquele olhar.
Retornarei ao tempo perdido
e ouvirei a música que não parou de soar em meu peito,
embora há tanto tempo não a escute.
Cantarei, dançarei, alegre, bobo, feliz
por novamente sentir a brisa acariciar meus olhos dispersos.
Retornarei ao reino do adeus
e lá serei coroado por não ter sido rei.
Reencontararei as aves multicolores
que enfeitavam o céu azul intenso.
Relembrarei do azul do céu, sim, relembrarei.
Retornarei ao Azul infinito
e lá serei Infinito por ser azul.
Voltarei às nuvens brancas e chorarei nos riachos doces.
Sim! serei doce, enfim serei.
Mesmo depois de encontrar-me com o mar.