domingo, 21 de setembro de 2014

Olhar epifânico





Meu Deus,
que eu não perca
o olhar íntimo
das coisas triviais

Que eu saiba calar
quando se fizer necessário
emudecer o grito

Que minha pele
suporte as marcas
visíveis do tempo,
presa ao som do vento

Que eu possa
olhar o horizonte
e descobrir a Ti,
lá longe,
onde me encontro só,
onde um dia serei pó

Que o peso da minha dor
suporte carregar
o meu corpo convalescido
em misericórdia epifânica

Que eu saiba viver
e respirar no outro
um pouco de Você!


Um comentário:

josivaldo disse...

Gostei de seus poemas,mas li poucos, vou ler outros e assim vou praticando a leitura.