sexta-feira, 17 de maio de 2013

Um trem




Aqui dentro mora um trem
Um trem grande
Difícil de nominar
Ele segue
Vai e vem
Pelas montanhas e vales
E deixa meu lado mineral
Lá em Resplendor
Em Resplendor
Resplendor...

Mas o trem pode ser
Algo bem além
Que fere meu rosto
Muda minha percepção
E me deixa assim
Meio certo e duvidoso
Um tanto alegre e absorto
Balançando os alicerces
De minha suposta convicção...

E lá longe no vale
O trem que parte
Me parte
Eu timidamente o sigo
com os olhos
até que fique somente rastro
fumaça
um barulhinho emudecendo
saudade
mais nada.

4 comentários:

Angelo Augusto Paula disse...

Que lindo! "um trem parte e me parte""

E também tem ritmo. Poesia para se ler em voz alta.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Olá

Penso que
no final de tudo,
embora tentemos
disfarçar,
tudo o que ficará
de nós
e de nossas histórias
serão as saudades,
e depois,
nem elas...

A vida é feita
dos sonhos que nos habitam.

Astréia/Narciso disse...

Adoro quando vocês aparecem por aqui. Angelo, e o mais recente amigo Aluisio. Abração!

Astréia/Narciso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.