domingo, 27 de novembro de 2011

Amor mórbido


Daria tudo para te ver agora

Daria o meu ovário para fecundação

se em troca soubesse que irias renascer em mim


Daria tudo para te ver agora

e falar ao seu ouvido o que queres ouvir

Daria minha alma,

meu desejo,

minha força,

minha angústia,

minha dor

Nem que para isso sucumbisse em vida


Eu te daria a minha carne viva e viveríamos de momentos sem vida

Da morte de um no outro e do outro em um

Dessa celebração eterna

Dessa morbidez carnal

Desse amor fatal

2 comentários:

Sandro Ataliba disse...

Mas de que vale o amor se não há vida?

Rafael A.M. disse...

mórbida é a sincronicidade entre os textos e o meu estado de espírito... impactante, lindo...abraços.