terça-feira, 28 de junho de 2011

Sob


O sol brilha no céu azul

perante seu esplendor a ave voa indiferente

sobre a árvore florida

que nem liga para o belo vôo da ave

e a flor ensimesmada

não percebe a grandeza da árvore.

E eu

sob

a flor que não liga para a árvore

que não liga para a ave

que não liga para o sol

contemplo tudo e me pergunto.

Entristeço-me.

Os seres indiferentes e esquecidos

vivem felizes como se fossem eternamente lembrados

como se fossem desejados com ardor infinito.

Eu não me resigno.

Mendigo de amor, de retribuição

imploro clemência

imploro um olhar

que aprove a minha frágil existência.


Mas ele não veio...

2 comentários:

Robson Ojuarah disse...

gostei dos versos..

se possível, visite meu blog

www.semente-terra.blogspot.com

adriana gomes! disse...

"Mendigo de amor, de retribuição
imploro clemência
imploro um olhar
que aprove minha frágil existência."
... bem bonito mesmo.