domingo, 27 de março de 2011

O poema que morre em mim


O poema que morre em mim

Deixa-me triste e cabisbaixo

Mais dentro que por fora

Olho tudo e vejo falta

A obviedade das coisas me fadiga

O grito contido me assola

E quando a dor é grande demais

Começo liricamente a divagar

a elaborar teorias mirabolantes

Que o cientista mais rígido pode repudiar

- O que me importa

se o devaneio tornou-se meu refúgio?-

Penso na décima sétima dimensão

No paraíso além do abismo

Penso que lá existe eu mesmo

Apenas mais translúcido e poetizado

Que estou a semear os poemas que matei

E quando tudo vira flor

Presenteio-me com o mais belo girassol

E sorrio amarelo em meio às plêiades e nebulosas

Que enfeitam meu jardim.


A cabeça voa longe demais

Mas meu peito sangra.


O poema que morre em mim

Faz-me como um louco divagar

E ao mesmo tempo me poetiza e prepara

Para o encontro com uma amiga

Que a vida me impediu de admirar.

O poema que morre em mim

É silencioso prelúdio de minha decomposição/ressurreição.


9 comentários:

Sandro Ataliba disse...

Belo poema, intenso.

Luna A.H. disse...

Simplesmente adorei o poema...
Tão puro e profundo...

Beijos =*

Ariela Venâncio disse...

- Que bonito.

Juliana disse...

lindo...

LBT disse...

Lindo Poema ! *------*

Asas Negras disse...

Lindo poema. Tocante.

Jéssica Moura disse...

Poxa que poema lindo..
Adorei seu blog, Parabéns mesmo..
aproveitei e te seguir viu?!

visita lá o meu, você vai gostar!!
www.jmphotosnet.blogspot.com

Beijos

Angelo Augusto Paula do Nascimento disse...

Bom, esse poema não morreu em você. Nasceu aqui, nos meus olhos! Abração

Taty disse...

Adorei o poema, muito intenso e lindo. Parabéns.