Ria


Ria hoje e sempre, pois é teu dia hoje... e sempre
O teu riso fecha infernos
Sorrindo abres paraísos
Acredite! Por que duvidas?
Ria, minha cara amiga e
Inevitavelmente verás
O Universo em torno a ti a entoar: Parabéns!

Ao derrotado


Ah! Essa gente que vence...
Que com soberba comedida sorri
Mostrando aqueles dentes enormes e brancos,
Congelados na fotografia,
Que não virará papel.
Sucesso.
Prêmio.
Que danação!
O falido, o derrotado
Que jaz na penumbra do esquecimento
É tão mais poético,
É tão mais profético!
Seus olhos turvos,
Que deixam entrever uma luz
No fim do túnel da existência
Oca e triste.
Esses olhos eu quero.
Esses olhos:
Pérola negra numa noite sem estrela.
Esses olhos.
Essa dor.
Perante eles me penitencio.
Perante eles encontro redenção.

Amo-te



Tanto tempo longe de ti
Quero ao menos te encontrar
A distância não vai permitir
Meu amor de te contemplar

E-mails já não adiantam mais
Quero ouvir a sua ode 
Vou enviar um whatsApp dizendo
Que estou quase sucumbindo
 Dessa falta de você 

Amo-te, eu te amo, eu sempre te amarei!

Eu não sei por quantos anos eu
Tenho ainda que aguardar
Quantas vezes eu até lamentei
Pois não pude te tocar

Para mim não vale a pena
Tanta coisa sem ti
E então me desanimo
Por favor meu bem eu preciso
Sem demora te abraçar

Amo-te, eu te amo, eu sempre te amarei!

Mas o dia que eu puder te olhar
Eu quero dizer o quanto padeci
Por toda essa existência
Que eu quis te encontrar

Amo-te, eu te amo, eu sempre te amarei!

E-mails já não adiantam mais
Quero ouvir a sua ode 
Vou enviar um whatsApp dizendo
Que estou quase sucumbindo
 Dessa falta de você

Amo-te, eu te amo, eu sempre te amarei!

Mas o dia que eu puder te olhar
Eu quero dizer o quanto padeci
Por toda essa existência
Que eu quis te encontrar


Amo-te, eu te amo, eu sempre te amarei!
Amo-te, eu te amo, eu sempre te amarei!

Bolinhos de chuva


De sua janela,
ela olha o movimento,
ela olha o vento,
ela olha o tempo.
Ela voa e sobrevoa
a miserabilidade das coisas,
como filósofa niilista,
como deusa esquecida.
Desacostumada
com o cálido dia,
ela galopa nas dimensões,
descobre o mistério primordial,
num piscar de olhos.
Monotonia.
Ela fecha a janela.
Vai para cozinha
fazer alquimia:
bolinhos de chuva.
E somente ali
encontra Poesia.