Você em mim
Acabo de pensar em nada,
E o tudo me veio a reboque,
Estou só no mundo, parada,
Sou vento perdido do norte.
A roda da vida engendrada,
Caminha sem rumo no mundo,
Procurei sair na chegada,
Cai em um buraco profundo.
Acabo de pensar em nós dois,
A parte do todo separada,
Sua face coberta de brio,
A fome ainda não saciada.
Descubro você em mim,
Duas odes no alarido alado,
Percebo o começo do fim,
Dois amores eternizados...
Meu amor é espelho
Eu te amo.
Amo mais aquilo que insinuas
Ser.
Amo o reflexo no
Espelho.
A projeção.
É doloroso reconhecer essa verdade
Luminosa.
Esse narcisismo docemente
Mordaz.
Também amo o não dito.
O sonho.
O desejo reprimido do
Beijo.
Do toque.
E enquanto ouço músicas
Em uma língua que não sei
Entendo
Que assim eu te amo.
Palavras soltas que transcendem a significância do
Todo.
Amo o círculo
Vicioso.
Aquilo que quero
E não aceito.
A resposta à mensagem de todas as formas pensadas
E até mesmo escrita
Mas nunca enviada.
E você foi descendo.
Descendo.
Descendo.
Meu bem, sinto muito, mas
Meu amor é covardia.
Meu amor é espelho.
Música
Fuse ODG ft. Ed Sheeran & Mugeez - Boa Me
Música super envolvente e dançante, além da letra ser linda. Amei!
Música
Ando tão só
É bom por que sinto falta de você
Concordo com a solidão
Ela afirma todo amor
Não que eu pensasse o contrário
Corro tão só
Sei que nunca vou me acostumar
Dispenso novas emoções
Me atrapalho, desconfio
Dos efeitos dessa ausência
Dos meus dias
Vida fácil
Dos meus dias
Vida frágil, sem você
Ando tão só
É bom por que sinto falta de você
Concordo com a solidão
Ela afirma todo amor
Não que eu pensasse o contrário
Corro tão só
Sei que nunca vou me acostumar
Dispenso novas emoções
Me atrapalho, desconfio
Dos efeitos dessa ausência
Dos meus dias
Vida fácil
Dos meus dias
Vida frágil
Dos meus dias
Vida fácil
Dos meus dias
Vida frágil, sem você
Dos meus dias
Vida fácil
Dos meus dias
Vida frágil
Dos meus dias
Vida fácil
Dos meus dias
Vida frágil, sem você
Paro de vez
Não tenho mais por que continuar
Sozinha vou me acabar
Nessa espécie de tortura
Que esvazia o coração
Como vai você?
Ela
tinha todos os motivos do mundo para estar na fossa e de se sentir
despudoramente brega. O tempo estava nublado e a precipitação se antevia pelas
janelas da sala. Fazia frio de bater os queixos. Ela estava desempregada havia
alguns dias. O seu cabelo se revoltou contra qualquer tipo de penteado, naquela
manhã. Da mesma forma, a cólica se fez sentir, fazendo-a despertar mais cedo do
que o despertador do celular, com aquela musiquinha irritante de todos os dias.
Na mesa, dezenas de contas para pagar. E, além de tudo isso, no final daquela
manhã - depois de ter deixado a torrada cair com o lado da manteiga para baixo,
no café da manhã, e de ter queimado o arroz, no almoço - recebeu a notícia do
rompimento do noivado de cinco anos. Pelo WathsApp.
-
Covarde! – ela pensou em responder assim, com algumas exclamações a mais, mas
somente berrou tal palavra ao lançar o celular contra a parede. Por um instante
ela pensou em se matar e acabar logo com aquele inferno astral que a perseguia
naquele dia, mas logo refutou tal possibilidade extrema. Talvez por medo ou por
inconscientemente acreditar que aquilo não passava de uma fase; que a morte não
solucionaria nada e seria comparável ao ato de covardia do seu ex-noivo.
Outra
ideia era bancar o clichê da mulher ferida e ir para a casa ou para o trabalho
do seu ex e fazer aquele escândalo, típico de novela das nove. Ela gritaria,
daria uns tapas nele, jogaria pratos e copos no chão, caso estivesse em sua
casa, ou rasgaria papéis e quebraria computadores caso o encontrasse em seu
escritório. No meio do quebra-quebra ela soltaria um “Quem é ela?” ou “Qual o
nome da vadia?” ou ainda “Como pôde terminar comigo pelo WathsApp!?” Mais que
vingança, que desabafo desesperado, depois do abandono, aquilo tudo seria um
ato libertador. Ao fazer aquele espetáculo do ridículo ela estaria proclamando
liberdade. Porém, ela também recusou tal possibilidade. Bancar a louca
rejeitada não era uma máscara que ela certamente usaria. Talvez por vergonha ou
por orgulho.
Nem
o suicídio, nem o urro felino. O que lhe sobrou foi o clichê da rejeitada
resignada. Deitada no sofá, comendo brigadeiro aos montes, ela escolheu o
existencialismo tropical. Escolheu ser brega. Exalar melancolia pelos poros. Ouvir
“Como vai você?”, na voz de Antônio Marcos, muito ajudava na sua atuação digna
de Oscar. Ela estava na fossa. Ela podia chorar, sem comedimentos. O soluço,
nesse caso depois do choro aos borbotões, também era bem-vindo. Ela podia usar
a colher de pau como microfone, na hora do refrão, não se importando com o
encontro das lágrimas com as marcas de chocolate em suas bochechas. Tudo
confabulava para que aquele entardecer fosse realmente deprimente. Ela se
sentia a própria depressão encarnada.
Ela
conseguiu comer todo o brigadeiro e cantar a mesma música dezenas de vezes. Até
que veio a noite e com ela, o sono, e com ele, o sonho, e nele um sol nascia.
Ela estava deitada no peito do ex, que era seu marido, após a noite de núpcias.
Ébria de felicidade, de segurança, de saciedade e de uma forma diferente de
breguice.
“Como
vai você?” soava e ressoava enjoada entre o sol do sonho e a noite fria e
chuvosa da realidade. A colher de pau caiu de uma de suas mãos.
Presente de Deus
Nesse dia especial os anjos Juraram fidelidade
Teve festa nO céu
para celebrar o seu nascimento
Todos se rejubilaram Nesta
hora
As estrelas e os plAnetas
brilharam mais reluzentes
As órbiTas se olharam
mais freneticamente
Gestos e Honrarias
não faltaram
Para celebrar o Amor
sempiterno
E homenagear o preseNte de Deus.
Eu sei?
Sei onde você está,
Ontem mesmo te avistei ao longe e quis me
aproximar,
Mas não tive coragem de me revelar,
Eu sei onde você está,
No meu pensamento a ti procurar,
Nas mãos de um menino perdido no mar,
Sei por onde você passou,
Te vi anteontem em alto mar,
presente em meus sonhos a me abençoar.
Eu sei onde você pousou
Por lugares bonitos a se encantar
Lembranças eternas pra te recordar.
Sei onde mora seu afeto,
No cume recôndito do amor,
Na brisa leve do meu Senhor,
Na mais bela expressão de dor.
Eu sei onde plaina o teu coração
Em lugares perdidos no espaço
Ou na mais perfeita equação
Eu penso saber que sei!
Eu amei
Aquele que os poetas professam sem pudor,
e os amantes vivenciam sem medo.
Eu vi o amor.
Em cada palavra escrita,
em cada imagem escolhida.
Eu vi o amor.
No toque suave do beijo,
na pureza dos sentimentos.
Eu vi o amor.
Nos pequenos detalhes,
nos gestos, na observação sentida.
Eu vi o amor.
Na simplicidade dos atos,
na timidez refletida.
Eu vi o amor.
E de tanto vê-lo,
Eu amei!
,
Eu vi você
Aconteceu
Quando julguei que o marasmo era meu lar
Apareceu
A luz do seu olhar
Ah, meu niilismo já perdia seu porquê
E assim meu pessimismo começava a esmaecer
Inocência
De amar sem fim
Transfigurado
Pela visão me entreguei
Eu vi você
E amei você
Até o amanhecer
Me reclinei
E repousei
No seu peito nu.
7 anos
Há 7 anos uma história linda
começou. Um momento mágico, sublime, único.
Foram passos dados juntos em
uma mesma direção, com ele o desejo de se reinventar e descobrir olhares,
sorrisos, encantos, desejos poéticos encontrados nas PALAVRAS e nos DEVANEIOS.
Sete anos de blog...
Que nunca nos falte
inspiração e se acaso aconteça, possamos clamar aos céus um traço de luz, um
pouco de cruz, um tanto de sentimento que nos conduz. Sempre no caminho do AMOR e da POESIA.
Obrigado a todos que passaram
e passam por aqui, sejam bem-vindos e voltem sempre!
Saudades
Sinto saudades daquele tempo em que você
aparecia
Eu corria, sorria, sofria... como quem
diz...fica!
Sinto saudades do encontro casual de
nossas melancolias
Do seu cheiro originário
Do meu olfato aguçado
Sinto saudades do brilho dos seus olhos a iluminar os meus dias
Do seu sorriso esbranquiçado
Do meu entusiasmo declarado
Sinto saudades das nossas conversas
Do seu coração resignado
Do meu olhar apaixonado
Sinto saudades das nossas juras de amor
Do seu silêncio contido
Do meu rubor adormecido
Sinto saudades das nossas trocas de
correspondências
Do seu papel amarelado
Do meu desejo desenfreado
Sinto saudades do ontem, do depois, e do
jamais.
Da sua face rente a minha
Do meu colo junto ao seu
Sinto saudades das nossas mãos
entrelaçadas
Da sua textura de pele
Da minha alegria breve
Sinto saudades do seu calor humano
Da profundeza de sua alma
Do encontro de duas áureas
Sinto saudades de nós dois
Do seu aconchego
Do meu cobertor
Fica!
Ao derrotado
Ah! Essa gente que vence...
Que com soberba comedida sorri
Mostrando aqueles dentes enormes e
brancos,
Congelados na fotografia,
Que não virará papel.
Sucesso.
Prêmio.
Que danação!
O falido, o derrotado
Que jaz na penumbra do esquecimento
É tão mais poético,
É tão mais profético!
Seus olhos turvos,
Que deixam entrever uma luz
No fim do túnel da existência
Oca e triste.
Esses olhos eu quero.
Esses olhos:
Pérola negra numa noite sem estrela.
Esses olhos.
Essa dor.
Perante eles me penitencio.
Perante eles encontro redenção.
Amo-te
Tanto tempo
longe de ti
Quero ao menos
te encontrar
A distância
não vai permitir
Meu amor de
te contemplar
E-mails já
não adiantam mais
Quero ouvir a
sua ode
Vou enviar um
whatsApp dizendo
Que estou
quase sucumbindo
Dessa falta de você
Amo-te, eu te
amo, eu sempre te amarei!
Eu não sei
por quantos anos eu
Tenho ainda
que aguardar
Quantas vezes
eu até lamentei
Pois não pude
te tocar
Para mim não
vale a pena
Tanta coisa
sem ti
E então me desanimo
Por favor meu
bem eu preciso
Sem demora te
abraçar
Amo-te, eu te
amo, eu sempre te amarei!
Mas o dia que
eu puder te olhar
Eu quero
dizer o quanto padeci
Por toda essa
existência
Que eu quis
te encontrar
Amo-te, eu te
amo, eu sempre te amarei!
E-mails já
não adiantam mais
Quero ouvir a
sua ode
Vou enviar um
whatsApp dizendo
Que estou
quase sucumbindo
Dessa falta de você
Amo-te, eu te
amo, eu sempre te amarei!
Mas o dia que
eu puder te olhar
Eu quero
dizer o quanto padeci
Por toda essa
existência
Que eu quis
te encontrar
Amo-te, eu te
amo, eu sempre te amarei!
Amo-te, eu te
amo, eu sempre te amarei!
Bolinhos de chuva
De sua janela,
ela olha o movimento,
ela olha o vento,
ela olha o tempo.
Ela voa e sobrevoa
a miserabilidade das coisas,
como filósofa niilista,
como deusa esquecida.
Desacostumada
com o cálido dia,
ela galopa nas dimensões,
descobre o mistério primordial,
num piscar de olhos.
Monotonia.
Ela fecha a janela.
Vai para cozinha
fazer alquimia:
bolinhos de chuva.
E somente ali
encontra Poesia.
Tentativa
Tentei completar a escrita, com palavra não dita.
Furei o plástico-bolha, da minha emoção.
Tentei segurar a vida, sem nenhuma
expectativa.
Suguei o inicio do fim, na sofreguidão.
Tentei retirar sentimentos, de meros
momentos.
Traguei o caminho aberto, da escuridão.
Tentei resumir o acaso, num só elemento.
Feri o resumo em estrofes, na
declaração.
Tentei não dizer o que sinto.
Sangrei no momento oportuno, dessa
ilação.
Tentei sufocar o destino.
Rasguei a ferida nutrida, nessa comunhão.
Tentei ser um par de sapatos.
Pisei na lama do meu coração.
Tentei condoer-me do corpo ressequido.
Morri, no gozo, dessa compleição.
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