Busca


Descobri ontem que te amei profundamente,
e isso me tocou.
Descobri um sinal de vida pulsante, 
em meio ao delírio de estar viva.
Resigno-me de tanto te amar,
e isso me apetece.
Até mesmo me enobrece.
Sou rainha em busca de um rei.
Sou devassa querendo um gozo momento de prazer.
Sou volúpia amarrotada de êxtase.
Sou mulher em desejo penetrante.
Anjo demoníaco,
Ode melancólica,
Sou tão eu...
Tão meus sentimentos em busca dos seus.

Transbordamento



Alguma coisa lateja aqui dentro.
Uma mistura de tristeza e alegria.
É mais um poema que transborda
Em pleno dia.
E tudo rima.
E tudo rima.
Em meio ao gozo grito
“Ai”.
Obrigado, Deus.
Obrigado, Pai.

Morrer de amor



Adoro quando comentas sobre o brilho daquela luz, que por alguns instantes nos torna ainda mais próximos.

Mais que isso, sinto um calafrio invadindo o meu âmago. Ele sobe ao meu coração na mesma rapidez e medida que desce outra vez ao âmago. Se não me recobro a razão, creio que sucumbiria.

Tenho a incrível sensação de está sendo invadida por milhares de borboletas frenéticas, extasiadas, que percorrem a minha corrente sanguínea, prestes a eclodirem pela boca em voos guiados por um sentimento nobre e belo. É uma impressão assustadoramente prazerosa e de uma ambiguidade estarrecedora.

Sinto-me leve e ao mesmo tempo sinto o peso do mundo. É uma leveza que pesa. Impossível  flutuar, porém de fluidez plausível. Quase desfaleço, não sei o que fazer. Emudecida, penso em gritar eufórica, mas também penso em gritar por auxílio. Procuro voltar a razão, respiro profundamente e fico com a leve e pesada sensação de ter quase morrido de amor.

Então vivencio a célebre frase de Mário Quintana: “tão bom morrer de amor e continuar vivendo”.

Superlativo



Eu não te amo muito.
Eu não te amo tanto.
Eu te amo.
E já é muito.
E já é tanto.
Amar já é superlativo.